Árvores ganham rostos na Avenida Paulista para dar visibilidade a portadores de doença degenerativa

A fim de conscientizar sobre a prevenção da doença polineuropatia amiloidótica familiar, ou PAF, ação propõe uma pausa no ritmo acelerado da cidade de São Paulo.



De quem será esse rosto? Muitos paulistanos se farão essa pergunta ao passar pela altura do número 1.853 da Avenida Paulista, entre os dias 14 e 16 de junho. Ao longo desse período, a partir das 18h, as árvores do Parque Prefeito Mário Covas se transformarão em verdadeiras telas vivas para receber uma intervenção criativa da artista paraense Roberta Carvalho, uma das pioneiras da arte de projeções mapeadas no Brasil. Todas as pessoas retratadas sobre as copas são portadoras de polineuropatia amiloidótica familiar, ou PAF. Ao longo das projeções, exibidas em modo contínuo durante a noite, os paulistanos também poderão ouvir as histórias dos pacientes participantes, com foco em seus sonhos e perspectivas de futuro.


De origem predominantemente portuguesa, a PAF é uma doença progressiva, incapacitante e irreversível, que costuma se manifestar entre os 30 e os 40 anos de idade. Se não for identificada e tratada adequadamente, pode levar o paciente à morte dez anos após os primeiros sintomas, interrompendo precocemente seus planos e sonhos. Por isso, o objetivo da ação é justamente chamar a atenção para a enfermidade e seus sintomas, como forma de incentivar o diagnóstico precoce.


A iniciativa, uma parceria entre a Associação Brasileira de Paramiloidose (ABPAR) e a Pfizer, faz parte da campanha Pausa na PAF, um movimento que, desde 2016, vem mobilizando diferentes segmentos sociais em torno da conscientização da doença.



A ação

Os imensos rostos projetados serão visíveis aos pedestres que estiverem de passagem pela Avenida Paulista, no sentido Paraíso. Os motoristas que trafegam pela via também poderão conferir o trabalho. “É interessante porque esses rostos não são estáticos, eles fazem o movimento de abrir os olhos, em um gesto simbólico que convida a sociedade a fazer uma pausa em seu cotidiano frenético para olhar com atenção para essas pessoas, enxergar seus desafios e conhecer suas histórias”, afirma a artista Roberta Carvalho. Vale lembrar, ainda, que o próprio Parque Prefeito Mário Covas representa um raro espaço de Mata Atlântica na região da Paulista, predominantemente urbana.


Além de abrigar as projeções noturnas, o parque também vai sediar em seu interior uma escultura interativa que convida a população a refletir sobre os seus próprios sonhos e perspectivas de futuro. Fixados em uma estrutura imantada, centenas de ímãs trarão exemplos de sonhos comuns às pessoas, como encontrar um grande amor ou obter uma conquista profissional muito esperada. Cada visitante será estimulado a escolher um sonho para si, pensando naquilo que melhor traduz o seu momento de vida. Após o término da ação, quando todas as peças tiverem sido retiradas, o painel revelará o rosto de pacientes retratados durante a projeção noturna, integrando as duas ações.


“Essa ação tem um simbolismo muito forte. Nós queremos, literalmente, projetar o paciente raro perante a sociedade, dar visibilidade para um tema que, muitas vezes, é pouco discutido e pouco conhecido até mesmo entre a classe médica. Ter informação e conhecer os sintomas é algo fundamental para que esses pacientes sejam detectados precocemente e tenham a chance de um prognóstico melhor”, diz a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine. No Brasil, o diagnóstico precoce ainda é um desafio. Em Portugal, ao contrário, cerca de 90% dos pacientes já foram identificados, o que facilita a adoção do tratamento adequado e a interrupção do curso da doença.


Ficou interessado? Então não perca essa ação!


Para conhecer mais sobre o assunto acesse o site da Associação Brasileira de Paramiloidose